segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Você sabe o que é “tururi”?


Tururi é uma fibra natural vegetal, resistente e flexível que envolve os frutos de uma palmeira amazônica. 
Em um pequeno município localizado na Ilha de Marajó, cerca de 60 mulheres participaram de oficinas de capacitação e criação de novos produtos como parte de um projeto cujo objetivo é a geração de renda por meio da abertura de mercado para produtos que imprimem a identidade regional do homem da Amazônia.
O objetivo é trabalhar com comunidades mais carentes e o alvo são as famílias de produtores rurais que podem encontrar nessas produções uma nova possibilidade de geração de renda. As peças da coleção são compostas por chapéus, bolsas e acessórios como colares, brincos e pulseiras. O projeto também trabalha noções de associativismo, cooperativismo, organização social e desenvolvimento de grupos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Casa da Vila passa a atuar como um Canal Social

Inaugurada em 2003, a Casa da Vila surgiu com a proposta de servir como um canal de comercialização de produtos brasileiros feitos a mão produzidos de forma sustentável em iniciativas solidárias, oferecendo ao consumidor a oportunidade de acesso a produtos socialmente justos, ecologicamente corretos e culturalmente aceitos. Adotamos o conceito do Comércio Justo e Solidário, baseado em negócios realizados com ética, equilíbrio, justiça e responsabilidade social e nascemos com a missão de orientar, incentivar e tornar possível o exercício de cidadania e a participação do consumidor na construção de um país melhor através de sua decisão de compra.
Desde então, foram mais de 350 empreendimentos solidários dos 27 estados brasileiros representados pela Casa da Vila, reunindo centenas de famílias brasileiras e envolvendo milhares de pessoas. Brasileiros, artesãos, cidadãos.
Após 08 anos de experiência atuando na criação de oportunidades de acesso ao mercado para esse múltiplo universo de empreendimentos solidários em todo o Brasil, a Casa da Vila propôs em 2011 um redesenho em sua forma de atuação.
Passamos a atuar através do modelo de Negócio Social, utilizando novos mecanismos de mercado em nossa atividade principal para oferecer soluções de inclusão social e desenvolvimento humano por meio do empreendedorismo social na atividade artesanal.
Como Negócio Social, nos propomos a atuar como um Canal Social e oferecer não apenas produtos mas também serviços que contribuem para melhorar a qualidade de vida de inúmeros empreendimentos solidários no Brasil e permitir a sustentabilidade econômica dos atores desta cadeia. Buscamos gerar esse impacto incluindo esses pequenos produtores na cadeia de valor, de forma que esta inclusão se torne elemento essencial para o sucesso do nosso negócio.
Com este novo modelo, nossa proposta é trazer inovação na distribuição, no produto, no serviço, no sistema de precificação e alcançar escala através de uma operação mais eficiente para todos. Desta forma acreditamos que é possível alcançar mais rápido a missão de melhorar a qualidade de vida das populações de baixa renda e transformar o mundo em um lugar melhor e mais justo para todos. www.casadavila.com.br

sexta-feira, 30 de julho de 2010

De um problema ambiental, uma solução de vida


Os versos de Dorival Caymmi inspiraram o trabalho da Associação de Moradores de Maracangalha, desenvolvido a partir da fibra da taboa, matéria-prima que se tornou uma alternativa de renda para a comunidade. Tapetes, bolsas, chapéus e uma série de outros objetos são produzidos pelos artesãos da comunidade, criando uma nova expectativa para a economia local, em decadência desde o fechamento da usina de açúcar em que empregava a maior parte da população. A matéria-prima é encontrada na área de uma antiga represa. O grupo recebeu orientações de gestão, associativismo, comercialização e, principalmente sobre a extração correta desta matéria-prima, um dos focos do projeto desenvolvido pela Coelba em parceria com o Sebrae, Instituo Mauá, Secretaria do Meio Ambiente, Banco do Nordeste e Prefeitura de São Sebastião do Passé. A primeira etapa consistiu na capacitação técnica dos artesãos locais para o trabalho com a taboa e sua posterior comercialização. Na questão ambiental, o projeto orientou para as boas práticas de extração e manuseio da planta através de um plano de manejo. O projeto beneficia cerca de 100 artesãos do distrito localizado no município de São Sebastião do Passé, a 60km de Salvador e se iniciou a partir da intervenção da APA/Joanes (Área de Proteção Ambiental) na região, para impedir o desmatamento e a extração incorreta da fibra de taboa no local. A Coelba então, investiu na implantação do Núcleo Produtivo de Artesanato em Taboa. A Casa da Vila realizou uma visita a sede do Projeto em Maracangalha durante Encontro de Negócios que promoveu novos núcleos produtivos comunitários do estado da Bahia.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Novidades na Casa • Um agreste mais colorido

Um projeto implantado no sertão pernambucano tem como público-alvo 200 artesãos dos municípios pólos de artesanato do estado. O objetivo é promover a sustentabilidade de comunidades do Agreste Pernambucano através da valorização das potencialidades locais, estimulando a produção de seu artesanato de tradição. Um dos núcleos produtivos é formado por mulheres que encontraram no artesanato em crochê uma fonte de renda para ajudar no orçamento familiar. Elas possuíam o domínio da técnica porém sem o conhecimento comercial. Em 2004 receberam capacitação em bordado, tapeçaria, crochê e pintura e em 2005 oficinas de design em crochê resultando em uma coleção completa de produtos. O trabalho de intervenção em design e a participação no projeto permitiram que o grupo atingisse o mercado nacional e internacional. Atualmente contam com 07 artesãs que buscam no trabalho uma fonte de renda, uma forma de elevar a auto-estima pessoal e profissional e vencer desafios levando aos quatro cantos as belezas e sabedoria do povo pernambucano. As maravilhosas almofadas em crochê feitas a partir de retalhos de tecido já estão na Casa da Vila. São 10 novas opções de cor, todas elas simplesmente deslumbrantes!!! Vale a pena uma visita...

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Novidades na Casa • Um sertão precioso!!!

Com cerca de 30 minas, entre ativas e inativas, o norte do Piauí é conhecido internacionalmente pelo artesanato em opala, bela e rara pedra semi-preciosa, encontrada apenas na Australia e Brasil. Depois de lapidado, o mineral é usado na fabricação de jóias artesanais. Há alguns anos, muitas pedras brasileiras eram levadas para a Austrália e lá comercializadas como minério australiano. Isso ocorria por falta de ações voltadas para a valorização desse produto no Brasil. Há apenas alguns anos, garimpeiros da região criaram uma cooperativa com o objetivo de fortalecer a atividade. Durante 03 décadas, a exploraçãod e grandes mineradoras deixou nas minas grandes quantidades de chibius (opalas pequenas) consideradas na época impróprias para o uso em jóias. A necessidade de aumentar a renda dos garimpeiros e lapidários da região provocou uma mudança de visão e os chibius viraram matéria-prima para os mosaicos de opala, que absorve hoje 25% da mão de obra empregada nas inas e 50% nas oficinas de lapidação. Atualmente diversos profissionais trabalham com garimpo, lapidação e joalheria no local. Aproximadamente 500 homens, pais de família, moradores de roça e com escolaridade mínima, trabalham nas dezenas de minas. Para incrementar o setor, um Arranjo Produtivo Local foi implantado e objetiva melhorar a capacitação dos profissionais que vivem deste trabalho, agregar valor para a opala e desenvolver o setor que proporciona de forma direta e indireta emprego e geração de renda. Uma delicada coleção de colares, brincos e anéis da Cooperativa chegou esta semana na Casa da Vila. Se você prefere peças pequenas e discretas, esta linha é a sua cara!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Novidades na Casa • Infância recuperada

Da iniciativa de instituições locais que, conscientes das principais ameaças sociais que afetam crianças e adolescentes na região de Bonito/MS, nasce um projeto que une esforços para o enfrentamento desta situação. O Programa tem como objetivo dar atendimento a crianças e adolescentes em situação de risco social, encaminhados por essas instituições. Dentre os vários projetos implantados, um deles é voltado a criar alternativas para gerar renda a famílias menos favorecidas do município. Na identificação de possibilidade para geração de renda através do artesanato, o Projeto vislumbrou a oportunidade de trabalhar com a reutilização de plásticos flexíveis como embalagens de ração, de sabão em pó e banners, matéria-prima abundante no lixo urbano, aliando desta forma aspectos sociais e ambientais. Quarenta famílias, envolvendo 180 pessoas, residentes na periferia, foram selecionadas através de um criterioso processo de avaliação da real situação de miséria, exclusão social e violência a que elas estão expostas, para serem beneficiadas. Iniciado em 2006, o Projeto é a extensão de um trabalho já desenvolvido com as crianças e adolescentes dessas famílias. Inicialmente, optou-se por incluir no grupo produtivo apenas mulheres, mães das referidas famílias, sua maioria de origem rural, com baixa escolaridade, sem emprego fixo. Os benefícios esperados são a profissionalização das artesãs, resgate e preservação da cultura regional, geração de renda, elevação da auto-estima, auto-sustentabilidade e einclusão social. A última coleção de cestos multicoloridos em plástico flexível do projeto foi um suceso de vendas!!! Os novos modelos acabam de chegar na Casa da Vila. Corra para escolher o seu!!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Novidades da Casa • O resgate do povo Apurinã

Dispersos em 23 terras indígenas em um total de 2416 pessoas, o povo Apurinã habita ao longo do Rio Purus e seus afluentes. Dependentes da economia de mercado, alguns migram para as cidades em busca de oportunidades, abandonando sua identidade indígena. Este êxodo rural ameaça a manutenção legal e a proteção ambiental das áreas indígenas demarcadas. Perante esta situação, um projeto que atua junto a um grupo Apurinã em Boca do Acre procura novos caminhos para inverter este quadro e melhorar a situação econômica de suas famílias e futuras gerações. Em 1999, passaram a investir na produção de biojóias voltada a geração de renda. Utilizados há gerações na produção de biojóias Apurinã, a linha do arbusto carrapicho e o caroço do tucumã, são colhidos obedecendo a um plano de manejo desenvolvido pela ONG PESACRE - Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre. Antigamente as ferramentas de trabalho eram paus e pedras para o desbaste e folhas do mato para o polimento. Este processo ainda é dominado por muitos, mas hoje utilizam em algumas etapas da produção ferramentas mais aprimoradas construídas por eles mesmos. Acreditam que a casca preta do tucumã possui propriedades energéticas e é um protetor espiritual. A semente da jarina, também chamada de marfim vegetal se tornou uma alternativa eticamente correta para o marfim animal. A semente do anajá e do açaí também são utilizadas. A renda obtida da comercialização dos produtos supre as necessidades básicas dos Apurinã e diminui a pressão sobre a fauna e flora da área. As sementes são colhidas através de normas conservacionistas que possibilitam o abastecimento de fauna, regeneração e perpetuação natural das espécies. O plano de manejo nasceu de um processo participativo que permitiu a fusão entre os conhecimentos tradicionais da comunidade indígena e os técnicos e pesquisadores do PESACRE. Novos modelos de biojóias Apurinã acabam de chegar na Casa da Vila. Simplesmente lindas!!!!